Que farei com este blog?

6 08 2009

Não é um título original. A Camões o que é de Camões. A Saramago também.

Ao Agrupamento de Escolas do Caramulo o que é do Agrupamento de Escolas do Caramulo (repetição pesada, mas propositada).

Concluímos todos uma séria etapa da nossa vida académica. Os alunos prosseguem para o secundário. As professoras mudam também de escola.

E então? Qual é o problema? Não há internet que resista?

Enquanto pensamos se vale a pena ou não tornar o nosso discurso indirecto ainda mais livre, fico-me por aqui. Vou ver se é desta que levo até ao fim um dos livros de António Lobo Antunes que aguardam vez para serem lidos. Ofereceu-mo um amigo, no Caramulo, numa troca de presentes. Era Natal. Pensei que podia esperar pela época dos incêndios, devido ao título… Tentei. Consegui acompanhar os delírios narratológicos durante algum tempo, mas a exigência de concentração rivalizou com capítulos de outros livros que também estava a ler! Olha, adeus!

A paciência de um livro! Ali à espera… entre a Agustina e o Umberto Eco.

E eis senão quando. Respondendo à perguntaQue Farei Quando Tudo Arde? – é agora!

://Rosa Almeida]

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comEÇAr

6 09 2008

Ora… Eça! Sim, comecemos por Eça. Faça-se justiça ao mestre do discurso indirecto livre – com ou sem nova terminologia. No solar de Torges, Zé Brás recebe Jacinto. Ouçamo-lo pela voz do narrador:

“Era o caseiro, o Zé Brás. E logo ali, nas pedras do pátio (…) surdiu uma tumultuosa história que o pobre Brás balbuciava, aturdido e que enchia a face de Jacinto de lividez e de cólera, O caseiro não esperava Sua Excelência. Ninguém esperava Sua Excelência.”

 in conto Civilização

http://www.feq.pt