À sombra de Saramago

19 06 2010

Ficam muitos, incluindo eu, que não resisti a reflectir, também hoje, sobre o escritor e o homem. Calarei agora tudo o que já disse sobre a visão interior que tenho dele(s), posto que o homem, esse, já não poderia defender-se de mim, se necessário fosse. Bom seria que se calassem também os que, tal como admiravelmente afirmou Clara Ferreira Alves, se colocaram contra ele em bicos de pés, durante [miseráveis] quinze minutos, para depois se retirarem à obscuridade de onde, de resto, nunca deveriam ter saído.

Rosa Almeida





De como Saramago inaugurou o seu blog

21 09 2008

Descobrir o Caderno de Saramago  nas nossas net-navegações é reconfortante. O nobel português da literatura, “na página infinita da internet”, recupera o tom intimista que as memórias concedem e lamenta que desde o tempo em que Lisboa se chamava Olisipo não tenha havido cinema nem cronistas que nos permitissem vê-la crescer e mover-se como um ser vivo, como aquelas flores que a televisão nos mostra, abrindo-se em poucos segundos, desde o botão ainda fechado ao esplendor final das formas e das cores.

Subtil lição de história, de literatura, de identidade.

E a propósito de Saramago: vamos ao cinema?