Quem foi que escreveu?

2 12 2008

Já ia sendo tempo de revelar o nome dos alunos cujos textos foram aqui publicados a propósito da rubrica “Adivinhem quem escreveu”.

Assim, por baixo de cada texto, a César o que é de César!

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Um dia na vida de Hans…

11 11 2008

10 de Novembro de 1755

 

    Hoje o meu dia foi igual a tantos outros.

    Acordei bastante cedo, ainda o nascer do sol não dava o ar da sua graça e tivemos logo uma notícia vinda de Portugal. No dia 1 de Novembro houve uma grande tragédia no país do sul da Europa. Um grande terramoto e de seguida um maremoto atingiu e engoliu toda a baixa lisboeta. O nosso capitão vai ajudar Portugal a recompor-se. Vai comprar quase 3 mil pipas de vinho e assim ajuda Marquês de Pombal, Ministro de Portugal e o Rei D. José I a ter ajuda financeira para recompor toda a esbelta cidade de Lisboa que bem merece.            

    Devemos chegar a Portugal no dia 21, prosseguiremos viagem no dia 25.

    Vamos hoje limpar todo o convés para pormos as pipas do vinho português.

    O resto do meu dia foi passado a jogar às cartas com os meus camaradas.

 

Adeus, meu leal companheiro.

Hans

 

Rui Fernandes





Tanto mar, tanto mar!

11 11 2008

23 de Novembro de 1824

 

    O fascínio do mar deslumbra-me. Há tanto para descobrir…

    Às vezes nem acredito que estou a cumprir o meu sonho. A paixão pelo mar é mais forte do que eu!.. A aventura de hoje foi fantástica. Aquele iceberg era tão grande!!!

    Estávamos a navegar normalmente, quando, de repente, o inesperado aconteceu: o iceberg estava apenas a cem metros do navio, era enorme, descomunal. Mal o avistámos começámos a desviar o navio para a esquerda, pois era mais fácil. As ondas não ajudaram em nada e o vento e a chuva muito menos. O arquitecto do barco disse que o barco poderia rachar, e mais tarde partir em dois. Mas os nossos tripulantes actuaram muito bem. Passámos mesmo ao lado do iceberg, aproximadamente meio metro. O iceberg era quase tão grande como o nosso navio. Uma aventura deslumbrante! Ficámos orgulhosos ao ver que sobrevivemos…

    Quando voltar a Vig vou querer contar esta aventura. Espero que a minha família me perdoe…

Hans

 





Página do Diário

11 11 2008

6 de Agosto de 2007

“… O meu sonho sempre foi ser marinheiro e partir a descoberta de novos paraísos, não sabia como concretizar, mas mesmo contra a vontade do meu pai, eu parti à procura do meu sonho. Eu passo a explicar-me, em Agosto chegou a Vig um barco, vindo da Noruega que seguia para sul, então fugi nesse barco, “Angus” era seu nome.

A viagem foi longa, passei por muitas aventuras  desde fugir do barco onde fugi, devido aos maus tratos. Fui acolhido por um inglês, Hoyle, onde este me “adoptou”… fui crescendo entre os cais até que me formei num marinheiro mas, com o decorrer do tempo, tive de abandonar o meu sonho e cuidar dos negócios de Hoyle, pois ele adoeceu.

O tempo foi passando e as saudades aumentando. Escrevi inúmeras cartas para Vig, mas o meu pai disse que nunca mais me receberia em sua casa…

Dou por mim a navegar por entre os oceanos e a recordar todas as minhas aventuras desde que era criança…”

Hans    





Um dos direitos do leitor

10 11 2008

Deixar-se abraçar por um livro.

Abraçar um livro





Pensamentos de vento em popa

9 11 2008

 

34 dia após a partida de Vig

 

    Mais um dia a bordo deste cargueiro, já se está a aproximar a noite. De madrugada, estivemos a descarregar e a carregar esta embarcação.

    Eu gosto de conversar com os marinheiros e navegar em alto mar, mas se eu nunca sair deste cargueiro, como vou conseguir ter o meu próprio veleiro? São perguntas a que ninguém pode responder, porque não se sabe o dia de amanhã.

    Ao longo deste dia, dei comigo a pensar no que vivi desde que fugi de Vig neste cargueiro. Estive a pensar naquelas histórias que se ouvem todos os dias da boca de vários marinheiros, cada uma mais fascinante do que a outra. E quando descemos aos cais temos a oportunidade de conversar com embarcadiços e comerciantes, onde adquirimos novos conhecimentos e novas histórias.

   Apesar disso tudo, o que mais me cativa é olhar para o alto mar, enquanto navegamos a cortar o mar com a proa… E adoro observar o capitão, enquanto este dirige o cargueiro, pois ponho-me a imaginar a mim no meu veleiro…

   Já está escuro, vou ter de abandonar os meus pensamentos e ir ajudar os meus colegas…

 

                                                                                                                                              Hans

Autora: Catarina Gonçalves, 9ºB





Batalhas e solidão

25 10 2008

    “Hoje, dia 26 de Novembro de 1775, o meu navio travou uma batalha com um navio pirata.

    A luta foi extremamente dura, envolvendo canhões, espadas, pistolas e mais algumas armas, foi uma batalha de sangue, mas nós conseguimos ganhar, apesar das dificuldades, pois perdemos alguns homens muito importantes.

    Ponho-me a pensar enquanto escrevo, como estará o meu pai e a minha mãe na minha aldeia natal (Vig). Eles estão bem, de certeza, e eu aqui no meio do mar, em guerra, na solidão dos oceanos, subindo e descendo ao mastro mais alto para ver terra.

    Afinal, quando era criança queria vir para o mar, agora já não tem piada. Agora queria estar em casa com a minha família.

    Bem, por hoje é tudo, veremos que novas aventuras vamos viver.

                                                                                                          Hans.”

Autor: Pedro Martins, 9ºB