De como Saramago inaugurou o seu blog

21 09 2008

Descobrir o Caderno de Saramago  nas nossas net-navegações é reconfortante. O nobel português da literatura, “na página infinita da internet”, recupera o tom intimista que as memórias concedem e lamenta que desde o tempo em que Lisboa se chamava Olisipo não tenha havido cinema nem cronistas que nos permitissem vê-la crescer e mover-se como um ser vivo, como aquelas flores que a televisão nos mostra, abrindo-se em poucos segundos, desde o botão ainda fechado ao esplendor final das formas e das cores.

Subtil lição de história, de literatura, de identidade.

E a propósito de Saramago: vamos ao cinema?





comEÇAr

6 09 2008

Ora… Eça! Sim, comecemos por Eça. Faça-se justiça ao mestre do discurso indirecto livre – com ou sem nova terminologia. No solar de Torges, Zé Brás recebe Jacinto. Ouçamo-lo pela voz do narrador:

“Era o caseiro, o Zé Brás. E logo ali, nas pedras do pátio (…) surdiu uma tumultuosa história que o pobre Brás balbuciava, aturdido e que enchia a face de Jacinto de lividez e de cólera, O caseiro não esperava Sua Excelência. Ninguém esperava Sua Excelência.”

 in conto Civilização

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